Histórico

A Feira da Música foi criada com o objetivo de agregar e fortalecer os atores da cadeia produtiva da música no Brasil, dinamizando negócios na área da economia criativa e propondo uma gestão pautada em estratégias nacionais de escoamento da produção.

Em sua primeira edição, no ano de 2002, a Feira abrangia uma área total de 5.000 m² de ocupação de espaço físico, com participação expressiva e se inserindo no calendário cultural do estado do Ceará. Nela, já contávamos com um grande número de atividades, como shows, painéis, exposições e conferências. No ano seguinte, o evento aumentou suas proporções e chegou a uma área total de 8.000 m², realizando 175 atividades – entre shows, palestras, encontros, oficinas, lançamentos de CDs e livros – além de ter a participação de agentes de oito estados do Nordeste envolvidos na programação.

A cada nova edição, o evento cresceu. Parte das oficinas e dos workshops se transformou em rodadas de negócios, momentos em que os participantes podiam trocar experiências, fazer contatos para viabilizar oportunidades além da Feira e divulgar seus trabalhos de forma mais ampla.

Em 2005, a Feira da Música contou com a participação de 11 estados, trazendo participantes do Sudeste do País e alcançando um patamar de abrangência nacional. No ano seguinte, o evento realizou 87 shows, mostrando a variedade de estilos musicais no Brasil. Já em 2007, comprovando que o evento promove espaço para a troca de informações e difusão das atividades além do cenário musical no Brasil, a Feira começou a investir em abrangência internacional e contou com a participação de agentes de países como a Argentina e a Itália.

Ao longo de suas realizações, a Feira assume um caráter associativo. E promove o diálogo entre associações musicais – como a Abrafin, a ABMI e a BM&A – culturais e comunitárias; proporcionando trocas entre instituições, produtores, artistas e gestores culturais. Trocas que foram possibilitadas através de painéis, oficinas, consultorias, encontros com debates e relatos de experiências inseridos na frente de programação do Encontro Internacional da Música.

Já a Rodada de Negócios – consolidada na frente de programação da Feira de Negócios – amadurece e promove a negociação entre músicos independentes, produtores musicais e culturais, gravadoras, organizadores de festivais, colocando frente a frente quem quer comprar e quem quer vender. Ambas as articulações (do Encontro Internacional e da Rodada) na edição de 2008 já eram reconhecidas de forma evidente como frentes de realização da Feira da Música, contando inclusive com uma cobertura midiática consciente da amplitude do evento (além do foco na exibição de shows). Algo que ficou mais claro ainda a partir do momento em que a Feira passa a ser um espaço de encontro entre mercados locais e internacionais da música.

Em 2009, teve público aproximado de 40 mil pessoas entre convidados e visitantes, participação de 68 bandas de 19 estados brasileiros, reunindo 450 artistas e seis palcos com shows gratuitos e espalhados pela cidade. Além da dimensão quantitativa, a Feira deste ano foi sede de um encontro importante para a fundação da Rede Música Brasil (RMB) e implantou a moeda complementar “Patativa” na recepção dos convidados – sinalizando com a forte tendência de se trabalhar a cadeia produtiva da música à base da economia solidária.

Em 2010, a Feira da Música sinalizou para novos focos de atuação, intensificando o olhar para o Nordeste e ampliando o olhar para a América Latina. Ambas as visões com uma perspectiva de articulações para a integração do mercado da música a nível regional e continental, respectivamente. Este olhar se materializou através das discussões realizadas com convidados de países da América do Sul, da América Central e dos outros estados do Nordeste (este com foco na realização do Congresso Fora do Eixo Nordeste).

Foi a primeira edição que reuniu todas as principais frentes de programação da Feira (Mostra de Música Independente, Encontro Internacional da Música e Feira de Negócios) no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. A concentração facilitou o encontro entre as pessoas e proporcionou que o visitante tivesse uma oportunidade de experiência diversa com a Feira, já que aproximou shows, debates e negócios em um mesmo lugar.