Emicida encerra a programação da IV Mostra Petrúcio Maia
Categoria: Blog, E mais, Mostra de Música

Texto por Ana Carla Calvet
Do Laboratório Entrepontos

Foto por Paulo Winz
Da RedeCem

Cantando ao som do rap e até relembrando seus momentos de freestyle (improviso de rimas), Emicida fez um show que animou o público no encerramento da IV Mostra de Música de Fortaleza Petrúcio Maia, no último dia 28, na Barraca Biruta (Praia do Futuro).

Antes da apresentação, ele participou da roda de conversa que contou com a presença de rappers, ouvintes, jornalistas e fãs. Entre outros assuntos, Emicida falou sobre o início de sua carreira e fez uma análise de nossa diversidade musical. “A música brasileira é muito rica. Os ritmos podem se misturar. Foi isso que eu fiz. Comecei a pegar os ingredientes de tudo o que eu escutava, da minha vivência. A minha música é como os sentimentos das pessoas: tem dia que a gente tá com um humor de querer acabar o mundo, mas tem dia que está tudo bem”, compara o rapper, que faz o gerenciamento completo de sua carreira.

Enquanto Emicida estava na roda de conversa, sua equipe se encontrava dividida entre a venda de CDs e a atualização de conteúdo online (principalmente no twitter dele, com mais de 70 mil seguidores). “O grande barato hoje é você estar perto das pessoas, é dialogar. O lance é diálogo. Em momentos assim [bate-papos] a gente tem uma troca de ideias que gera frutos. E na minha carreira eu aprendi a valorizar as pequenas coisas”, explica ele. Com a carreira independente iniciada em 2005, o rapper mantém tudo esquematizado estrategicamente para continuar o que começou na época das batalhas de MCs. Momentos que consagraram o paulistano Leandro Roque de Oliveira como “Emicida”.

Apesar de evitar falar sobre a sua vida pessoal, Emicida ainda contou que suas músicas são baseadas na própria realidade, em alguns momentos de sua vida que não foram muito fáceis. “A injeção de ânimo que eu tive foi escutando rap. É claro que nas primeiras vezes eu sentia ódio, pois escutava os Racionais cantando e pensava `pô, isso é verdade!`, mas logo depois transformei esse ódio em um sentimento bom, e por isso hoje eu canto”, relembra o rapper.

Com um repertório autoral e crítico, Emicida (SP) subiu ao palco em que estiveram 30 bandas e/ou artistas solos de Fortaleza, além dos grupos Macaco Bong (MT) e Cabruêra (PB). Encerrada a IV Mostra Petrúcio Maia, os artistas locais que participaram do evento, iniciado dia 20 de maio, no Shopping Solidário Bom Mix, agora aguardam o resultado da curadoria que irá preencher dez vagas para a programação dos palcos da X Feira da Música de Fortaleza. A Feira acontecerá de 17 a 20 de agosto.

Micro-feira na Petrúcio Maia – Além das rodas de conversa, outra novidade da IV Mostra de Música Petrúcio Maia foi a micro-feira de produtos da cadeia produtiva da música. Ao todo, 11 empreendedores estavam com seus stands, entre eles a Arte Vinil, Lu Lima e Karine, Cia. Vidança e a Rede Ceará de Música (Redecem). A micro-feira aconteceu durante os três últimos dias de evento na Barraca Biruta.

Ivan Ferraro, coordenador da Mostra, diz que a ideia de inserir um espaço econômico no evento possibilita “à cadeia musical como um todo ser envolvida, que as pessoas entendam a música além do palco, pois ela também está nas camisas com nomes de bandas, nas bolsas enfeitadas, nos CDs”.

Dessa opinião partilha também Patrícia Pinto, da Rock Style, pois “os produtores de eventos devem adotar esse tipo de ação, porque aí as pessoas se acostumam e vêm preparadas para outras atividades além de assistir os shows”, conta a empreendedora de moda rock, acreditando no poder de divulgação do seu negócio promovido pela presença na Mostra Petrúcio Maia.

Confira outras imagens da IV Mostra Petrúcio Maia no twitpic da Feira da Música e no flickr da RedeCem

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