Modalidade possibilita maior integração e expansão de mercados
Atualmente, um dos mais eficazes e utilizados instrumentos de comercialização em eventos de grande porte é a rodada de negócios. Este ano, a previsão é que as negociações das rodadas na Feira da Música girem em torno de R$ 3,5 milhões. Até o último sábado, 15, estavam confirmados 93 compradores. Porém, este número pode passar da centena, já que as inscrições podem ser feitas na hora.
Segundo o coordenador geral da Feira da Música e vice presidente da Prodisc (entidade promotora do evento) Ivan Ferraro, “a estimativa da organização indica que a rodada venha atingir uma marca recorde em prospecção de novos negócios a curto e médio prazos. É uma tecnologia que estamos assimilando e desenvolvendo uma metodologia adaptada para a realidade da indústria da música”.
Há 3 anos, a Feira da Música apresenta esta modalidade de aproximação entre os atores da cadeia musical, escoando a produção da música tida como independente para novos públicos. Este modelo de negociação, gestado pelo Sebrae, consiste em promover o encontro de quem oferta o produto música, ou seja, músicos, cantores, bandas, luthiers, e outros profissionais, chamados suplyers; com quem os compra. Estes últimos, chamados buyers, vão desde clubes e casas de shows a lojas.
“A rodada deste ano tem buyers bem diversificados. Temos distribuidores digitais, festivais de música e instituições de programação cultural, como SESC e BNB”, afirma o gestor do Núcleo de Cultura e Negócios do Sebrae Ceará Glauber Uchoa, citando instituições já confirmadas. Segundo ele, as rodadas representam pouco mais da metade de todo o volume de negócios gerados no período da feira, cuja previsão está em R$ 6,5 milhões.
Oportunidade de inserção em outras praças Uma das grandes vantagens da rodada é a possibilidade de abertura de novos mercados ou ampliação dos já existentes. Para exemplificar, Ferraro afirma que “a maratona de encontros será realizada entre empresas fornecedoras de produtos e empresas-âncoras, que já atuam nas cadeias da música”.
Quase todos os estados do Brasil vão estar representados com compradores, além de 2 estadunidenses e 1 italiano. São eles:
Adam Lewis, fundador do “The Planetary Group”, publicitário do Great Northeast Productions e produziu nomes como Angry Salad, Alien Sex Fiend, Aquanettas, Harris Goldberg, Guided By Voices e Snoop Doggy Dogg;
Miguel Ivery, conhecido também por seu trabalho como DJ Seduce, é proprietário da gravadora voltada para sons africanos e americanos Afro:Baile Records e da promotora de eventos e artistas “Diverse-Fi Music” e colaborador de publicações como Global Rhythm Magazine & Spin Magazine;
Max de Tomassi, jornalista e produtor musical, é um amante confesso da música brasileira, tanto que criou e comanda o Brasil, programa de música nacional na Rai, a maior rádio italiana. É possível ouvir o programa, que vai ao ar de segunda a sexta, no site www.rai.it. Colaborou com Renato Russo no álbum Equilíbrio distante.
